quinta-feira, 18 de setembro de 2014






A Ana quer

A Ana quer
nunca ter saído
da barriga da mãe.
Cá fora está-se bem,
mas na barriga também
era divertido.

O coração ali à mão,
os pulmões ali ao pé,
ver como a mãe é
do lado que não se vê.

O que a Ana mais quer ser
quando for grande e crescer
é ser outra vez pequena:
não ter nada que fazer
senão ser pequena e crescer
e de vez em quando nascer

e volta a desnascer.

O Pássaro da Cabeça 
e mais versos para crianças
de Manuel António Pina,ilustrações Ilda David
Última edição:2014
ISBN: 978-972-37-1658-0

                                                                                        
                                                                                                                                     

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Regresso às aulas.

A biblioteca escolar deseja a todos os seus utilizadores um ano repleto de muitas e boas leituras.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

E a história continua assim...

Passados algum tempo, nasceu um canavial onde o barbeiro tinha feito a cova. Os pastores, quando ali passavam com os seus rebanhos, cortavam canas para fazer gaitas, mas quando tocavam nelas ouviam umas vozes que diziam: «Príncipe com orelhas de burro.»
Começou a espalhar-se esta notícia pela cidade e o rei mandou vir à sua presença um dos pastores para que tocasse na gaita; e saíam sempre as mesmas vozes que diziam: «Príncipe com orelhas de burro.» O próprio rei também tocou e sempre ouvia as vozes. Então o rei mandou chamar as fadas e pediu-lhes que tirassem as orelhas de burro ao príncipe.
 Então elas mandaram reunir a corte toda e ordenaram ao príncipe que tirasse o barrete; mas qual não foi o contentamento do rei, da rainha e do príncipe ao ver que já lá não estavam as tais orelhas de burro! Desde esse dia as gaitas que os pastores faziam das canas do tal canavial deixaram de dizer: «Príncipe com orelhas de burro.»

Título: Contos Populares Portugueses
Autor: Adolfo Coelho
Edição: Agrupamento de Escolas de Rio de Mouro
Adaptação e paginação: Carlos Pinheiro
1.ª edição: outubro de 2013

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

O Príncipe Com Orelhas de Burro



O Príncipe com Orelhas de Burro

  Era uma vez um rei que vivia muito triste por não ter filhos e mandou chamar três fadas para que fizessem com que a rainha lhe desse um filho. As fadas prometeram-lhe que os seus desejos seriam satisfeitos e que elas viriam assistir ao nascimento do príncipe. Ao fim de nove meses deu a rainha à luz um filho e as três fadas fadaram o menino. A primeira fada disse :«Eu te fado para que sejas o príncipe mais formoso do mundo.» A segunda fada disse: «Eu te fado para que sejas muito virtuoso e entendido.» A terceira fada disse: «Eu te fado para que te nasçam umas orelhas de burro.»

  Foram-se as três fadas e logo apareceram ao príncipe as orelhas de burro. O rei mandou sem demora fazer um barrete que o príncipe devia usar para lhe cobrir as orelhas. Crescia o príncipe em formosura e ninguém na corte sabia que ele tinha as tais orelhas de burro. Chegou a idade em que ele tinha de fazer a barba, e então o rei mandou chamar o seu barbeiro e disse-lhe: «Farás a barba ao príncipe,mas se disseres a alguém que ele tem orelhas de burro, morrerás.»

  Andava o barbeiro com grandes desejos de contar o que vira, mas com receio de que o rei o mandasse matar, calava consigo. Um dia foi-se confessar e disse ao padre: «Eu tenho um segredo que me mandaram guardar, mas eu se não o digo a alguém morro, e se o digo o rei manda-me matar; diga, padre, o que hei de fazer.» Responde-lhe o padre que fosse a um vale, que fizesse uma cova na terra e que dissesse o segredo tantas vezes até ficar aliviado desse peso e que depois tapasse a cova com terra. O barbeiro assim fez; e, depois de ter tapado a cova, voltou para casa muito cansado...


Amanhã continuamos a história...


sábado, 21 de junho de 2014

Vamos escrever uma história...

                                             
Era uma vez duas crianças, a Clarisse e o João (eram irmãos gémeos), eles viviam numa quinta nos arredores da cidade de Portalegre com os seus pais. A casa onde viviam era grande, datava dos anos cinquenta do século XX, com muitas divisões, o seu interior era lindo e bem decorado. No exterior a casa era branca com muitas janelas verdes, algumas com grades de ferro forjado e varandas em seu redor. As coloridas trepadeiras que envolviam as paredes da casa davam um cheiro agradável e um ar harmonioso a todo o ambiente envolvente. Na quinta havia muitos animais e plantações variadas, pois os pais da Clarisse e do João eram agricultores. A Clarisse e o João eram crianças alegres e gostavam de viver ali. Era mesmo agradável viver naquela quinta!
Numa linda tarde de primavera em que, em Portalegre, o sol brilhava e se respirava  ar puro, a Clarisse e o João foram passear à cidade, acompanhados pela sua mãe. Quando passeavam descontraidamente e desejando de encontrarem algum amigo, cruzaram-se com as tias Lúcia e Sara que há muito tempo não viam.
- Olá meus amores, como estão grandes! Há tanto tempo que não os víamos!
As crianças mostraram-se um pouco aborrecidas, pois sempre que as encontravam faziam os mesmos comentários…
- É verdade! – disse a mãe, tentando disfarçar o mau humor das crianças.
A conversa prolongou-se e entretanto as crianças lembraram-se que, a última vez que estiveram com as tias fizeram o que quiseram, elas fizeram-lhes todas as vontades, o que nem sempre acontecia com a mãe… Então, resolveram falar da exposição sobre dinossauros que estava no convento de S. Bernardo e que a mãe tinha dito que não tinha tempo de ir lá com eles. Então, logo as tias lhes perguntaram:
- Querem ir ver a exposição?
- Queremos! – responderam as duas crianças muito entusiasmadas.
_Oh, mãe, deixa-nos ir com as tias! – gritaram as duas crianças, ao mesmo tempo.
A mãe começou por dizer que se fazia tarde para depois regressarem a casa, pois ainda tinha algumas tarefas a realizar na quinta. Mas, depois de alguma insistência por parte das tias, acabou por os deixar ficar com elas e lá foram à exposição que tanto ambicionavam.
As duas crianças, acompanhadas pelas tias, dirigiram-se ao local da exposição muito divertidas, felizes e ansiosas por ficarem a saber mais sobre aqueles gigantes animais que habitaram outrora a terra e que, entretanto foram extintos.
-Porque é que vocês estão tão entusiasmados com esta exposição? – perguntou a tia Sara.
- Os dinossauros habitaram a terra, através do seu estudo ficamos certamente a conhecer melhor o nosso planeta, a saber porque é que eles desapareceram e, talvez possamos aprender a lidar melhor com o nosso ambiente – explicou o João.
Mal as duas crianças entraram na exposição ficaram deslumbradas com os modelos representativos dos vários dinossauros. Então, com muita atenção observaram os modelos, leram as explicações que acompanhavam cada um. O ambiente da exposição era formidável, até os sons que cada modelo reproduzia era extraordinário, autêntico. As tias que inicialmente não estavam muito interessadas pela exposição, sentiram-se integradas e adoraram tudo o que viram e observaram.
- Olha, como era grande este dinossauro! – disse o João.
- Olha, aquele ainda era maior. – acrescentou a Clarisse.
As duas crianças maravilharam-se com o que observaram e leram com muita atenção a informação disponível ao longo da exposição e ainda fizeram perguntas, sempre que tiveram dúvidas.
- Realmente valeu a pena virmos! O que nós aprendemos! Devemos ter mais cuidado com o ambiente que nos rodeia, para que não aconteça a outras espécies atuais, o que aconteceu com os dinossauros! Que bom termo-nos encontrado!_ comentou a tia Lúcia, quando estavam a sair.
- Adorei! Obrigado, minhas tias, por nos terem trazido! – disse a Clarisse.
- Eu também adorei… – acrescentou o João.  
Já no exterior do bonito convento de S. Bernardo, as duas crianças que vinham radiantes encontraram o amigo Rui.
- Rui, vais ver a exposição dos dinossauros? - perguntou o João.
- Vou! Então vocês já foram? – respondeu o Rui que ia pela mão do avô.
A Clarisse e o João conversaram um pouco com o amigo e entusiasmaram-no muito a visitar a exposição com atenção para depois trocarem impressões sobre o assunto.
As duas crianças regressaram a casa muito felizes, pois tinha passado um tarde inesquecível. Assim que chegaram a casa, muito entusiasmados, contaram aos pais o que tinham visto. As tias que os acompanharam até a casa, alugaram um táxi, estavam também felizes por terem contribuído para a felicidade das duas crianças. A mãe, como tinha chegado mais cedo a casa, tinha preparado uma agradável surpresa, um jantar para toda a família. Estavam todos muito felizes.  

Texto coletivo da turma 6ºA 
 Língua portuguesa-professora Manuela Carrilho